Estreando nossos posts propriamente ditos. O que vou postar agora já foi escrito há alguns anos. Há uns quatro anos pra falar a verdade, mas é um post ainda atual e muito querido por mim. Aí vocês me perguntam: "Por que?". Bem, esse texto, como diz o título do post, fala sobre liberdade e naquela época eu estava "lutando" com essa palavrinha tão simples, mas de significado tão complicado. Era uma época em que eu estava "lutando" pra conseguir minha própria liberdade. E não somente liberdade em relação às outras pessoas, mas liberdade pra me assumir como sou, não me importanto com que os outros falam ou pensam (é, realmente acaba tendo a ver com outros também rsrs). Liberdade pra assumir meus sentimentos, meu erros, meu acertos, minhas lágrimas, meus risos, meus ataques de bobeira, minha lerdeza (é, eu sou lerda rsrs), minha raiva, minha ansiedade, minhas angústias, meus medos, ou seja, me assumir como pessoa perante os outros e perante mim mesma (que é o mais importante). Bom, chega de "lenga lenga" e vamos ao post.
Liberdade...
Eita palavrinha pequena pra significar uma coisa tão grande.
Vamos parar pra pensar sobre isso: será que somos realmente livres?
Vivemos nossa infância, adolescência e o começo da vida adulta na “barra da saia” dos pais. Eles que nos protegem, que nos falam o que fazer e como fazer, que nos ensinam tudo. Depois, aos poucos, vamos aprendendo a caminhar com nossas próprias pernas. Viramos adolescentes (ou “aborrescentes” pra alguns) e já não precisamos tanto assim que nossos pais nos digam o que fazer. Mas mesmo assim ainda precisamos da ajuda deles.
Depois vamos pra faculdade e nossos horizontes se expandem mais ainda. Conhecemos muitas pessoas diferentes, com idéias e ideais diferentes, entramos em contato com culturas diferentes. Nessa fase, já estamos quase saindo daquela “saia”, que já não consegue mais nos esconder do mundo.
Saímos da faculdade, começamos a trabalhar (se dermos muita sorte!), fazemos pós e formamos família (se dermos mais sorte ainda!). Saímos da casa dos pais e vamos pra nossa própria casa (se ganharmos na loteria!). Aí temos que nos virar com tudo aquilo que aprendemos com nossos pais e com a vida, com nossas próprias experiências.
Começamos a nos ver livres de tudo, ou seja, saímos da já famosa “barra da saia” dos pais e achamos que agora sim temos toda a liberdade do mundo. É a maior felicidade: ninguém pra nos chatear, falar pra voltar pra casa mais cedo, ninguém ligando pra saber onde estamos, etc etc etc. Aí que você se engana! Posso te contar uma coisa? Nós só somos livres de verdade a partir do momento em que fazemos nossas próprias escolhas e vivemos através delas. Isso sim é liberdade.
Você pode ser livre, mesmo morando com seus pais, tios, avós, amigos, companheiros, gato, cachorro, papagaio, e seja lá mais o que for! As suas escolhas é que fazem de você uma pessoa livre!
Você pode estar morando sozinho(a) e não ter ninguém que peça satisfações de sua vida, mas se estiver vivendo através do que a sociedade dita como sendo uma vida boa ou o que seja normal, me desculpa amigo(a), mas você não é livre coisíssima nenhuma!
Se estiver vivendo aquela coisa que a sociedade ou a cultura ou a religião diz que devemos fazer (nos formar, trabalhar, casar e ter filhos) e isto não for do seu desejo, você nunca será livre!
Ser livre é ter a ousadia de escolher e viver plenamente a sua escolha. Ser livre é mostrar a que veio, assumindo toda a responsabilidade por seus atos e as conseqüências destes. Ser livre é ter coragem de dizer “Assim escolhi!”, não importando o que os outros irão dizer. Ser livre é perceber que o espírito de um homem se constrói a partir de suas escolhas.
Ser livre é escutar sua própria voz interna e viver de acordo com ela. Ser livre é não deixar que sua existência seja um acidente; é tomar posse do seu plano de vida. Ser livre é perceber que o tempo não pode ser detido, que a vontade não pode querer pra trás. Ser livre é, mesmo sabendo que morreremos, perceber que a vida tem valor. Ser livre é compreender que nosso dever é aperfeiçoar a natureza, superarmos a nós mesmos, nossa cultura, nossa família, nosso desejo para nos tornarmos quem fomos e o que seremos. Ser livre é perceber que viver é correr perigos. Ser livre é perceber que viver é uma constante mudança e que precisamos ser flexíveis.
“Torna-te quem tu és!”, “Conhece a ti mesmo!”, são frases que deveriam estar nas nossas mentes e corações o tempo todo!
Eu, pessoalmente e atualmente, tenho pensado muito em uma das muitas escolhas que fiz na minha vida. É uma escolha da qual tenho me arrependido e tenho pensado muito em como seria minha vida hoje se tivesse tomado outro caminho. Mas tenho toda a liberdade de dizer: “Assim escolhi!”. Tenho toda a liberdade de ficar arrependida, ou não. Mas também tenho que arcar com as conseqüências dessa escolha e continuar em frente, pois, como também já disse, “o tempo não pode ser detido e a vontade não pode querer pra trás”.
Liberdade...
Eita palavrinha pequena pra significar uma coisa tão grande.
Vamos parar pra pensar sobre isso: será que somos realmente livres?
PS: texto mixuruca baseado em trechos do livro “Quando Nietzsche chorou”.
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2 comentários:
bananas de pijamos descendo as escadas 8)
oooun, adoooorei tudo! tá maara o blog, o texto. *-* liiindow *.*
bjsss :*
aamo vcs :D
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